quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

A experiência política de Cavaco Silva constitui uma garantia de que é ele o candidato que melhor pode inspirar os portugueses para um futuro em que devemos ter mais confiança nas nossas próprias capacidades.

É, ou não verdade, que sempre Cavaco Silva defendeu a estabilidade política e a harmonia institucional entre os diferentes órgãos de soberania?
Exactamente porque sempre defendeu os valores da estabilidade do nosso sistema político;
Exactamente porque conhece de saber prático, e não de cartilha de manual, quanto pode custar ao país a instabilidade;
Exactamente porque sabe, quão decisivo é para os próximos anos uma cooperação institucional e estratégica com o Governo, a Assembleia da República, as forças políticas e os agentes económicos e sociais do país;
Cavaco silva é o candidato que preenche as melhores condições para garantir soluções de convivência salutar e de confiança no respeito recíproco dos poderes legítimos dos vários agentes políticos.
São razões objectivas, as que referi.
Permitam-me, porém, que lhe acrescente uma razão de natureza pessoal.
Trabalhei com Cavaco Silva como membro da sua comissão política enquanto foi líder do PSD.
À honestidade pessoal que ninguém em Portugal lhe recusa;
À vontade e à coragem de decisão que muitos lhe reconhecem;
À competência e à experiência profissional que outros tantos não lhe negam;
Eu posso afirmar, pelo contacto que com ele mantive, que a sua personalidade não é de um autoritário, ou de um insensível.
Vamos escolher entre personalidades políticas, é certo.
Eu já escolhi: a personalidade política de Cavaco Silva.
Mas escolhi também a pessoa humana que conheço em Cavaco Silva.

Por isso meus amigos, decidi votar nele e nele por Portugal.


Excertos de uma intervenção feita em Évora a 20 de Dezembro de 1995

terça-feira, 26 de outubro de 2010

SÓ SE VIVE UMA VEZ


Só se vive uma vez



Mas quantas vezes se morre


na estreita mesquinhez


do tempo louco que corre.


Neves e Sousa in« MACUTA E MEIA DE NADA » 1991

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

DEMOCRACIA


Os valores democráticos são universais, nos seus postulados de liberdade e de justiça.

A democracia é uma obra nunca acabada.
Exige uma persistência permanente e firme na sua construção.
É preciso não permitir que se caia no erro fatal de se conceber a democratização como uma «moda», que se mudará no fim da estação.
E é preciso igualmente que não se tombe na ilusão fatídica de se pensar que a democracia política pode sustentar-se sem a democracia económica e social.
As questões do trabalho, do desenvolvimento económico e da justiça social não podem ser solucionadas fora do quadro de uma verdadeira democracia.
A resposta ao problema da injustiça social, não pode passar pela utopia, que nos conduziria ao abismo.
Também não deve passar pela miragem de que amanhã acordaremos todos num mundo melhor.
Temos que ser realistas, pragmáticos, lutadores mas lúcidos neste eterno combate pela felicidade dos homens.
Se adoptarmos uma visão puramente tecnocrática, ou soluções exclusivamente economicistas, não só corremos o risco de não resolver os problemas suscitados pelas mudanças indispensáveis como, por outro lado, podemos gerar pobreza mais acentuada, mais desemprego, maior marginalidade social.
Estes são germes de violência.
A violência, qualquer que seja a sua causa corrói a democracia política, bloqueia a democracia económica e abala a democracia social.
Ao contrário, é em clima de tranquilidade que as reflexões se tecem e emergem com profundidade, as actividades se programam com racionalidade e os resultados se alcançam com eficácia.
Genebra, 23 de Junho de 1992

domingo, 24 de outubro de 2010

NOTAS POLÍTICAS (42)

O conflito é parte intrínseca da vivência política, económica e social.

Mas não se antevêem alternativas mais válidas à sua superação, e não se vislumbram processos
mais sérios de auscultação dos interesses colectivos e de definição participada dos interesses
gerais da comunidade, que não sejam os inspirados por essa vontade firme e por essa orientação
clara de organizar o «face a face» entre todos os intervenientes e de suscitar entre eles, em
liberdade, o diálogo responsável que o País deles espera.

Lisboa 1981

sábado, 23 de outubro de 2010

PARA SEMPRE


Quando partiste, não compreendi que era para sempre.

Às últimas palavras: «porque é que isto me acontece?», não respondi.
Também não sabia.
Não éramos tu e eu. Éramos um só.
Quando ficamos reduzidos a metade, as nossas palavras, movimentos, atitudes, têm um único desígnio - a procura desesperada da nossa identidade de sempre.
Procurei-te: nos teus amigos, nos teus colaboradores, nos simples conhecidos.
Queria encontrar em cada um deles um bocadinho que tivesse restado do teu convívio.
Queria reconstituir-te peça a peça, numa recusa absoluta da realidade.
Encontrei-te em todo o lado: nos livros lidos, nas peças compradas, nas fotografias tiradas, nas contas das férias, em cada canto da casa, no olhar dos filhos, nas palavras dos netos.
Mas tinhas partido, sem avisar.
Desta vez não havia espera, nem antecipação do regresso. Desta vez era para sempre.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1966- SAURIMO ANGOLA


1966- António do Nascimento Rodrigues era governador da Lunda.


A 6 de Agosto desse ano o Ouvidor do Kimbo parte para Angola para passar uns dias de férias.
Destino - Henrique de Carvalho (Saurimo) capital da Lunda.
Em casa dos pais, numa sala que a mãe tinha transformado em museu, havia um sem número de peças de arte africana da região.
Fotografou toda a sala.
Fez um pequeno filme e fotografias de Saurimo que vamos ver