quinta-feira, 25 de agosto de 2011

AMIGOS PARA SEMPRE

De Madrid para Lisboa, 9 de Abril de 2010

MUDAR SEM TRAUMAS

A reestruturação de vários sectores do tecido económico nacional é um imperativo inadiável. E, de entre eles, a do sector dos portos, pelo seu papel de “pulmão”circulatório e pelo seu carácter geo - estratégico.

Já ninguém, hoje, tem dúvidas que o grande desafio a vencer é o de colocar o nosso país nas melhores condições de competitividade com outros países.

Temos, para isso, (nas actuações e espaços de agilidade, na obtenção de resultados e de ocupar zonas de inovação), que alterar processos de organização empresarial e de gestão de recursos humanos, de rentabilizar investimentos produtivos, de acabar com procedimentos burocráticos e anquilosantes, de apostar na qualificação dos homens, de ganhar a batalha da qualidade nos produtos e serviços que prestamos.

Não saber mudar, seria morrer. Mas é preciso saber mudar sem traumas.

Lisboa, 12 de Julho 1993

Excerto do discurso efectuado por ocasião da assinatura do “Pacto de Concertação Social no Sector Portuário"

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

AMIGOS DE SEMPRE

Amigos, desde os tempos de Sá da Bandeira. Amigos de sempre, e, para sempre.
Depois do dia 25 de Abril de 1974, muitos Angolanos escolheram o Brasil para viver.
Florianópolis, (Estado de Santa Catarina) 28 de Setembro 2005

MATALA: COLONATO E BARRAGEM

Aqui me tens já de regresso da Matala e felizmente bem. Achei que seria interessante conhecer o colonato e a barragem.

O pior é que me sinto ainda cansadíssimo da viagem, pois não é impunemente que se fazem 600 kms em tão curto espaço de tempo. Para mais, parece-me que já não estou acostumado a viajar por estas “estradas” e não calculas como sinto o corpo: é como se me tivessem batido. Tivemos umas pequenas “panes” ao longo do percurso, o que tornou a viagem ainda mais fatigante. A Matala não me impressionou grandemente. No campo do trabalho agrícola, gostei mais do que da Cela, mas em construções e beleza não há duvida que a Cela é superior.

O que me impressiona é gastar-se tanto dinheiro com estas obras de povoamento e termos tão poucos colonos.

Sá da Bandeira 11 de Agosto de 1961

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

AFRICANO NEGRO / AFRICANO BRANCO



Luanda, 2006 , com o Provedor de Justiça de Angola, Dr. Paulo Tchipilica










Genebra, O.I.T. 1992 com o Presidente da Zambia - Presidente Frederich Chiluba

O MEU ENSAIO - AFRICANOS BRANCOS

Comecei a trabalhar num ensaio. A minha tese é provar com argumentos sérios e não apenas sentimentais, que os negros não são autóctones de África, mas, sim, invasores, tal como os brancos, portanto. Nesta medida, não é legítimo que a África seja só para os negros.

Quanto mais estudo a matéria, mais dúvidas encontro e, então acerca do problema histórico da origem dos povos bantos estou quase a zero, pois pouco ou nada percebo de paleontologia, zoologia e outros “ia” que são indispensáveis para a compreensão global do problema. Toda a informação sobre a origem dos negros é esparsa, pouco fundamentada e já começo a encontrar teorias contraditórias. O pior ainda é a pouca atenção que se tem dedicado a este assunto, pois os autores, na sua maioria, passam por alto sobre ele, limitando-se a fazer vagas referências. Ora como eu não sou historiador, mais dificuldades encontro para apurar a verdade. Sempre me meto em cada uma! O que me parece é que não está certo fazer um ensaio torcido; ou encontro a verdade, ou, só sentimentalmente, não vejo que seja um ensaio, por essência racional, a forma adequada de defender a nova tese. Um dos livros que tenho é editado pela “Presence Africaine”, nitidamente nacionalista e racista; como não podia deixar de ser, diz que os Bantos são autóctones, classificando de colonialistas todas as teses que pretendem atribuir-lhes um berço estranho à África. É um livro parcial, mas a verdade é também que os autores ocidentais não focam de forma categórica a origem extra - africana dos negros, antes se embrulham em hipóteses que não podem ter um valor científico. Enfim, parece-me que, a querer fazer trabalho honesto e fundamentado, tenho ainda muito que procurar, e concretizar.

Tenho estado a ler outro livro, sobre matéria de atribuição de nacionalidade, o que é importante para o meu ensaio e para matérias que irei dar no 5ºano, na cadeira de Internacional Privado.

Estou muito desolado com o que li até ao momento, pois a conclusão a que se chega presentemente nesta matéria é de que os Estados não estão vinculados por quase nenhumas regras de direito internacional, sendo, portanto, a atribuição de nacionalidade praticamente da competência interna dos Estados.

Tenho que fazer também uma consulta às Constituições Políticas dos novos Estados Africanos para observar o critério seguido na atribuição da nacionalidade.

A novidade que tenho para te dar é que o Padre Miranda Santos me propôs que fizesse o ensaio que tenho em mente, que ele, por sua vez, tudo tentaria para que ele fosse publicado em livro, ou por alguma editora ou pela própria revista. É evidente que a proposta me é sugestiva, pois, como ser humanamente vaidoso, ser-me-ia muito agradável ver um livrinho da minha autoria… Mas, por outro lado, o prazo que me dão vai só até fins de Janeiro, o que me parece muito pouco para tal trabalho; as fontes de informação que tenho são restritas, nunca fiz algum ensaio deste fôlego, e acima de tudo, tenho o estudo. Não sei, francamente, quais sejam as minhas possibilidades de levar a bom termo esta tentativa. Mas vou tentar fazer alguma coisa. Enfim fiz uma vaga promessa de que em Setembro de 62 talvez tivesse o ensaio pronto. Sairia com toda a certeza um ensaio original se a História e o Direito confirmarem as minhas ideias. Mas, se não confirmarem, lá se vai tudo por água abaixo e é preciso começar por outro lado.

Assim sendo, ainda não descobri bem o caminho pelo qual, juridicamente, possa atacar os nacionalismos negros por não considerarem como cidadãos dos novos Estados os africanos brancos.

Setembro 1961

sábado, 20 de agosto de 2011

CECÍLIA (TETA LANDO)