
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
A SUAVE MÃO DA TUA AUSÊNCIA

VISÃO HUMANISTA DA DEMOCRACIA
" Passamos por um momento da nossa vida nacional em que se torna importante reafirmarmos a nossa concepção de democracia.
Os direitos económicos e sociais têm um ponto de partida, que são os inalienáveis direitos políticos e cívicos fundamentais; e têm um ponto de destino, que é a democracia plena e a libertação do Homem. Estes dois vectores são inseparáveis.
Mas democracia plena, na minha perspectiva de social-democrata, é enquadrada para além e sobre uma visão parcelar de subordinação do poder económico, que deve ser, de facto, um instrumento ao serviço do Homem: ela significa, fundamentalmente, a progressiva porque porventura nunca terminada libertação do Homem, o seu combate secular pela conquista total da eminente dignidade que lhe é inerente.
As constrições económicas e as discriminações sociais constituem, sem dúvida, grilhetas a quebrar. Mas não se conseguirá, seguramente, quebrá-las à margem de um quadro de plena democracia representativa.
As reformas sociais não se atingem nunca à custa da liberdade."
Vimeiro, 25 de Outubro 1981 (Excerto de um discurso proferido no “Primeiro Encontro Nacional dos Sociais- Democratas nas Comissões de Trabalhadores”
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
POR UMA NOVA ORDEM ECONÓMICA INTERNACIONAL

quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A MAIOR VITÓRIA
“A maior vitória de um grande homem público, não está tanto em recordá-lo sob a saudade do passado mas, sobretudo, em manter dignificado, vivo e operante o projecto de sociedade por que lutou.”
Lisboa 1981 (referindo-se a Francisco Sá Carneiro)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
SURTO GREVISTA
"Sempre defendi a concepção de que o ponto de vista sindical é, à partida, diferente do ponto de vista governamental.Por isso mesmo é que o sindicalismo só o é enquanto livre, e, portanto, independente dos partidos, dos governos e dos empresários.
Nesta medida, compreendo que as reivindicações dos sindicalistas possam contrastar com as posições do governo.
Os sindicalistas devem defender os interesses dos trabalhadores que representam, o Governo tem o dever de defender os interesses mais globais de todas as camadas da população. Podem, assim, sobrevir divergências e até conflitos. Mas em democracia os conflitos são tão normais como o são os consensos ou, ao menos, a compreensão recíproca das posições respectivas.
É bem verdade, no entanto, que a situação actual do nosso País exigiria uma certa trégua social, voluntária e responsavelmente assumida. Para tanto, será legítimo que o movimento sindical exija da política governamental o máximo que esta possa dispensar em favor dos mais desprotegidos, no âmbito das disponibilidades que são limitadas.
E, em contrapartida será também legítimo que o Governo espere do movimento sindical a demonstração prática, e não meramente afirmativa, do princípio de solidariedade nacional.
Este é que me parece ser o caminho da redução das margens de conflitualidade social numa óptica de consenso democrático e patriótico.
Em relação às greves, a questão está em discernir, as que são fomentadas pelas forças sindicais com aproveitamento de reivindicações de base salarial, das outras em que reivindicações e objectivos são marcadamente profissionais, mesmo que, do ponto de vista do Governo, tais reivindicações sejam consideradas como inviáveis, tendo em atenção a situação económica das empresas, dos sectores e do próprio país.
A resposta para essas situações, que não sejam as do legítimo confronto e divergência democrática tem de ser firme. Firme, neste duplo sentido: usar a autoridade democrática ao mesmo tempo que se faz prova de que se aplica uma política de gradual eliminação das injustiças sociais."
In “ O Tempo” 28 de Fevereiro de 1980
