quarta-feira, 28 de março de 2012

ÉS



 És o meu porto de abrigo.
Por ti,
icei a âncora
do meu barco à vela,
de velas prenhas de vento,
prenhas de gente,
com amor lá dentro e
fiz – me ao mar.
Em mar bravio,
soprou o vento,
e por ti,
meu porto de abrigo,
mantive o rumo,
do meu barco à vela,
de velas prenhas de amor
com gente dentro.


A PAZ É QUE O POVO CHAMA

terça-feira, 27 de março de 2012

NOTAS POLÍTICAS (96)


“Eu aceito sinceramente os que, situando-se num plano democrático contestam a coligação PS/PSD e sinto-me no dever de acolher com o máximo respeito, embora as não perfilhe, as razões de fundo dos que, no interior do nosso partido, nas instâncias próprias e por meios transparentes, entenderem posicionar-se contra a decisão tomada. É curial que prossigam o seu combate político.
Mas não aceito os que se encapuçam sob pseudónimos e os que confundem luta política democrática com maledicência personalizada, boato de coluna de mal-dizer, deturpação intencional de factos e, até, achincalhamento de pessoas. Isso é que é lamentável. Temos o dever de o combater frontalmente, porque por ali não se faz democracia.
IN “O Povo Livre” 14 de Setembro de 1983

DOCUMENTO GONELHA/NASCIMENTO RODRIGUES


A formação do Bloco Central foi um dos processos negociais partidários mais relevantes em que o Henrique participou activamente. Depois de dias “a partir pedra”, como costumava dizer referindo-se a negociações, chega a um acordo com o PS (representado por Maldonado Gonelha), sobre a política laboral do futuro Governo. Foi o acordo conhecido por acordo Gonelha/ Nascimento Rodrigues. (divulgado pelo Jornal “ O Tempo” 2/6/83)
“ No âmbito das negociações em curso entre o Partido Socialista e o Partido Social-Democrata….. Nesta reunião foi analisada a política Laboral e Social, tendo-se concluido haver uma margem de convergência muito larga e acordado o seguinte:
1.Haver necessidade de ser institucionalizada uma Política de Concertação Social
2. Criar uma instância superior de representação plural de interesses colectivos (tipo Conselho Económico e Social)…. e continua por mais 7 páginas.
Este acordo mereceu larga contestação da parte da UGT, designadamente do seu Secretário Geral o que levou o PS recuar em relação ao que tinha sido acordado. Estava em causa a possível liberalização dos despedimentos individuais.
Durante 48horas tremeu-se pelo futuro do Governo do Bloco Central.
Mota Pinto afirma :“ Uma Central Sindical é apenas um parceiro social e não uma entidade que possa mandar no Governo”. Mostra-se disposto a enfrentar a UGT e o PS e diz: “que não assina este projecto de acordo com o PS, nem está inclinado a fazer parte do Governo, ou a contribuir para a coligação governamental, enquanto os socialistas não derem garantias sólidas e públicas de maior clareza de intenções relativamente a aspectos tão importantes como o da legislação laboral.”
IN " O jornal 2 de Junho de 1983 
 O Henrique apoia Mota Pinto neste braço de ferro.

segunda-feira, 26 de março de 2012

NOTAS POLÍTICAS (95)


"Acredito que as pessoas compreendem esta necessidade imperiosa de o governo levar a cabo uma política de recuperação que passa, transitoriamente, por medidas que afectam o nosso nível de vida. Importa, sim, que se explique devidamente o porquê e para quê. E, sobretudo, que a todos os níveis da direcção do país se dê o exemplo. Creio que podemos ganhar a aposta".
Setembro de 1983

NOTAS POLÍTICAS (94)


“Mas vamos entrar agora num período mais difícil. Por um lado porque os efeitos das  medidas adoptadas far-se-ão sentir com mais acuidade no nosso dia- a- dia, por outro lado, porque há áreas em que terão de ser tomadas medidas de repercussão muito sensíveis. É fácil explorar o desagrado nessas circunstâncias, mas para isso há o antídoto de uma política coerente de verdade e de justiça. A nossa resposta tem de ser dada cumprindo a esperança dos que em nós votaram.”
Lisboa 14 de Setembro de 1983 IN “ O Povo Livre”.

NOTAS POLÍTICAS (93)


“Não creio ser ousado prognosticar que há riscos eminentes de retrocessos, fundos e dolorosos, na caminhada de democratização e de desenvolvimento encetada por muitos países nos últimos anos.
O que não é possível é distribuir o que não existe. O que não é possível, é deixar degradar a realidade social em benefício apenas de alguns. A degradação social nunca conduziu ao progresso, é o espelho escancarado da injustiça e o germe larvar da destruição da paz entre os homens e os povos."
Lisboa 2 de Junho de 1995