quarta-feira, 24 de julho de 2013

ERA UMA VEZ

"Gente pequena com umbigo grande" ! Se cá estivesses eu teria, sentada no sofá ao teu lado, comentado assim aquela entrevista, concedida ontem à Ana Lourenço, na Sic Notícias.
E tu, meu amigo, ter-me-ias respondido com a sobriedade de sempre. Serias incapaz de comentar, mesmo ao de leve, a intervenção de uma pessoa sem dimensão, de uma pessoa que não sabe respeitar a Instituição que chefiou, e que não entende que as Instituições são quem lá trabalha, e não quem transitoriamente as dirige. Não percebem que para deixar marcas é necessário “ser” e que “ser” não se apregoa. Avalia-se. Não o próprio, mas os outros. 





quinta-feira, 18 de julho de 2013

A RESPOSTA

Há poemas que se escrevem numa vida inteira. A 26 de Julho de 1958, (um ano depois de deixarmos o Lubango), eu perguntava ao  meu amigo Henrique: “Porque será que os anos se escoam tão depressa, quando há dias tão longos que levam uma vida a passar?”. Mais de meio século vivido, faço a mesma pergunta: porque se escoaram os anos tão depressa? Em 2006, no regresso ao Lubango, encontrei a resposta: não se passaram anos, mas um longo dia que, contigo, levou uma vida a passar.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

VERÃO

Não sei se o tempo é de saudades ou se simplesmente tenho saudades do tempo que vivi, escolhendo. Que escolhi viver. Misturo, confundo, sobreponho – tempo, épocas, realidade, sonhos. Por isso aqui chego, aqui estou, e te procuro: na clandestinidade de um amor proibido, nas sombras dos momentos celebrados, nas trevas dos tempos derrotados, na luz desses dias esquecidos. Eu te procuro amor. Neste Verão. O quarto. Mais uma vez, tu, já não estás.

Valença do Minho, Verão de 2007

sexta-feira, 12 de julho de 2013

MESMO QUE NÃO ESCREVA

São 39 meses hoje. Para que a tua memória não se apague. Para que o teu exemplo crie raízes. Para termos o conforto dos teus ensinamentos. Para sentirmos que estás presente. Escrevo, para não me esquecer de ti. Estás tão junto de nós que não há rotina que nos faça deixar de te viver. Eu não me vou esquecer de ti, mesmo que não escreva. Permanece em nós. 

Agosto de 2009 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

LUANDA ANOS 60




Foi assim que encontramos Luanda em Agosto de 1966. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

MEU AMOR DE SEMPRE

Moscovo Julho 2006

Tu estás.

Tu és.
O ar que respiro
O sol que aquece
O dia que nasce

A noite que desce

Tu estás.

Tu és.
O som da cigarra
O canto das árvores
A brisa que sopra

A voz da guitarra

Tu estás.

Tu és
Meu sonho dolente
Meu calor de menina
Uma voz de poeta

Meu amor de sempre

Tu és?

Tu foste
O tempo ajustado
Aos filhos criados
E aos netos nascidos.

Nos sorrisos roubados

Tu foste.
Tu és.
Meu amor …. sempre


sexta-feira, 28 de junho de 2013

FALANDO DE DEMOCRACIA

Relembrar a comemoração dos 75º aniversário da OIT em 1994, é também recordar as palavras que utilizou numa das suas comunicações, quando, por esse motivo, esteve em  Macau. O Henrique era, à época, Presidente do Conselho Económico e Social. Macau, Território sob Administração Portuguesa.  Passaram 20 anos. Os valores, que defendeu, não têm idade. São valores perenes. Não podemos deixar que os maus ventos que sopram, provoquem o seu esquecimento.
O tema “ Democratização Política, Económica e Social no Mundo”
Quer o tema que mais pertinentemente me pareceu dever tratar, quer o perturbante contexto mundial que nos enlaça, justificam que o acento tónico deste acto de homenagem à OIT seja colocado no reavivar e no reequacionar dos grandes valores e princípios que presidiram à sua fundação e têm imprimido corpo à sua acção de cunho internacional e de efeitos perduráveis. Refiro-me, naturalmente, aos valores e princípios inerentes aos direitos fundamentais do homem e aos que implicam a exigência de justiça social.
As sociedades democráticas caracterizam-se pelo reconhecimento e pautam-se pela garantia efectiva de exercício dos direitos fundamentais do homem. Significa que aderem aos princípios da “Declaração Universal dos Direitos do Homem”, do “Pacto relativo aos direitos económicos sociais e culturais” e do “Pacto e Protocolo relativos aos direitos cívicos e políticos”.(…)

Ora, é irrecusável o reconhecimento de que sem liberdades políticas e cívicas – numa palavra, sem a existência de uma Democracia pluralista – não há liberdades fundamentais. E sem estas não há direitos fundamentais no mundo do trabalho”. (…)