quinta-feira, 1 de agosto de 2013

AS ORIGENS

O Ouvidor do Kimbo. O blogue do Henrique. Das suas histórias. Das suas memórias.
Conto, hoje, a história da origem. Origem do nome. Do nosso. Nascimento Rodrigues.
Os personagens – Josefa do Nascimento e José Rodrigues. Uma aldeia, algures na região da Guarda
Josefa do Nascimento é filha de um abastado proprietário de Prados, que abandona a mãe, grávida, para outros voos matrimoniais. Josefa é acolhida pelos padrinhos, (família nobre), juntamente com a mãe, que trabalhará como governante. Sorte de Josefa. Os padrinhos têm uma filha da mesma idade. Josefa é educada com ela. Aprende a ler, escrever, calcular, bordar, tocar piano e falar francês, como qualquer jovem bem nascida nesse final do século XIX.
José Rodrigues é filho de José Rodrigues Subarro, pequeno agricultor em Aldeia Viçosa. Analfabeto. 98% da população era analfabeta naquela zona da Guarda.
José Rodrigues conhece Josefa do Nascimento quando cumpria o Serviço militar na Guarda. Apaixonam-se. Casam na Sé da Guarda no ano de 1899. Josefa do Nascimento ensina o marido a ler, escrever e contar. Em dois anos prepara-o para o exame da 4ª classe. Josefa do Nascimento e José Rodrigues tiveram nove filhos. Deram origem à nossa família – Nascimento Rodrigues. 


quarta-feira, 24 de julho de 2013

ERA UMA VEZ

"Gente pequena com umbigo grande" ! Se cá estivesses eu teria, sentada no sofá ao teu lado, comentado assim aquela entrevista, concedida ontem à Ana Lourenço, na Sic Notícias.
E tu, meu amigo, ter-me-ias respondido com a sobriedade de sempre. Serias incapaz de comentar, mesmo ao de leve, a intervenção de uma pessoa sem dimensão, de uma pessoa que não sabe respeitar a Instituição que chefiou, e que não entende que as Instituições são quem lá trabalha, e não quem transitoriamente as dirige. Não percebem que para deixar marcas é necessário “ser” e que “ser” não se apregoa. Avalia-se. Não o próprio, mas os outros. 





quinta-feira, 18 de julho de 2013

A RESPOSTA

Há poemas que se escrevem numa vida inteira. A 26 de Julho de 1958, (um ano depois de deixarmos o Lubango), eu perguntava ao  meu amigo Henrique: “Porque será que os anos se escoam tão depressa, quando há dias tão longos que levam uma vida a passar?”. Mais de meio século vivido, faço a mesma pergunta: porque se escoaram os anos tão depressa? Em 2006, no regresso ao Lubango, encontrei a resposta: não se passaram anos, mas um longo dia que, contigo, levou uma vida a passar.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

VERÃO

Não sei se o tempo é de saudades ou se simplesmente tenho saudades do tempo que vivi, escolhendo. Que escolhi viver. Misturo, confundo, sobreponho – tempo, épocas, realidade, sonhos. Por isso aqui chego, aqui estou, e te procuro: na clandestinidade de um amor proibido, nas sombras dos momentos celebrados, nas trevas dos tempos derrotados, na luz desses dias esquecidos. Eu te procuro amor. Neste Verão. O quarto. Mais uma vez, tu, já não estás.

Valença do Minho, Verão de 2007

sexta-feira, 12 de julho de 2013

MESMO QUE NÃO ESCREVA

São 39 meses hoje. Para que a tua memória não se apague. Para que o teu exemplo crie raízes. Para termos o conforto dos teus ensinamentos. Para sentirmos que estás presente. Escrevo, para não me esquecer de ti. Estás tão junto de nós que não há rotina que nos faça deixar de te viver. Eu não me vou esquecer de ti, mesmo que não escreva. Permanece em nós. 

Agosto de 2009 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

LUANDA ANOS 60




Foi assim que encontramos Luanda em Agosto de 1966. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

MEU AMOR DE SEMPRE

Moscovo Julho 2006

Tu estás.

Tu és.
O ar que respiro
O sol que aquece
O dia que nasce

A noite que desce

Tu estás.

Tu és.
O som da cigarra
O canto das árvores
A brisa que sopra

A voz da guitarra

Tu estás.

Tu és
Meu sonho dolente
Meu calor de menina
Uma voz de poeta

Meu amor de sempre

Tu és?

Tu foste
O tempo ajustado
Aos filhos criados
E aos netos nascidos.

Nos sorrisos roubados

Tu foste.
Tu és.
Meu amor …. sempre