É um absurdo provocar-se a corrosão democrática para salvação da democracia. O menos que se poderá dizer disso é que se trataria de masoquismo político
Que não se destrua, seja por deliberado excesso de zelo abusivo, seja, ao contrário, por propositada falta de empenhamento firme e leal, o que tanto e a tantos custou a construir.
A existência, em partidos democráticos de minorias vanguardistas e revolucionárias, são a ponta de lança da sua transmutação em partidos não democráticos ou, na melhor das hipóteses, de democracia nebulosa.
IN “O Tempo” 13/8/ 1981