quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

TERRA DA PROMISSÃO

Romeiro dos caminhos já andados
Por velhos nautas, tanto herói sem par,
Da «Nau Esperança» disse adeus ao lar,
Com mil visões nos olhos deslumbrados!

E foi assim, por mares ignorados,
Que eu aportei às terras de Aquém-Mar,
E, assim, um novo sol e um novo luar
Me abriram horizontes não sonhados.

Vejo-te agora, ó África trigueira,
Virgem da selva, ingénua e primitiva,
Entre setas e ramos de palmeira,

Abrindo os braços numa exclamação,
Como quem mostra, ufana e rediviva,
A terra bíblica da Promissão!


(Poesia de J. Galvão Balsa, in “Oiro e cinza do sertão”, dedicada a
meu Pai, António Nascimento Rodrigues)