quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Reino do Congo - Reis do Congo

1482. Diogo Cão parte de Lisboa. Missão: explorar a costa a seguir ao cabo de Santa Catarina.
1º Objectivo: descobrir um grande rio que o levasse ao Nilo e à Abissínia.
2º Objectivo: estabelecer contacto com o lendário rei Prestes João das «Índias».
Nos últimos dias de Abril, Diogo Cão, nota diferença na água do mar - havia uma forte corrente vinda da costa. Anda um pouco mais e encontra terra de ambos os lados: encontrara o rio Zaire. Diz a História que isto se passa a 23 de Abril dia de S. Jorge
Na sua margem esquerda ergue o primeiro padrão de pedra e dedica-o ao santo.
Toma contacto com os nativos que aparecem em pequenas pirogas feitas de um tronco de árvore. Fica a saber que no interior a muitas léguas da costa numa localidade denominada Banza ou M’Banza Congo vivia o rei daquela gente Nzinga Nkuvu. Os «Tam-Tam» levam a notícia da chegada dos brancos. O nome de Portugal começa a ser usado pelos indígenas de um modo deformado: Mputugale, Mputu ou Puto designação que prevalece, durante séculos, em todo o território africano.
O grande sonho do nosso Rei D João II era a conversão das populações indígenas. Em 3 de Maio de 1491 o primeiro Rei do Congo torna-se cristão e recebe o nome de João e o seu filho mais velho o nome de Afonso. A história do reino do Congo é vasta e conhecida. Em 1955, faleceu D. Pedro VII a quem o governo oferecera um automóvel.
Sucede-lhe D. António III que morre em Julho de 1957.

Este texto serve só para introduzir um pequeno filme de Banza Congo, feito pelo nosso pai no início da década de 60, que mostra, o manto, a coroa, outras insígnias reais dos Reis do Congo,assim como algumas ruinas históricas.
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Recomendamos, para quem estiver interessado, a leitura da «História do Congo Português» do Major Hélio A. Esteves Felgas. Este livro foi publicado em Carmona em 1958.
É uma excelente fonte de informação.